The body breaks

Você exigiu que eu fechasse os olhos e pulasse de uma vez. Nem precisou pedir muito e eu já estava a caminho.

Lá da água, fiquei esperando. Achei que fosse mesmo vir. Mas, quando foi sua vez de saltar você não pôde.

Eu nadei, boiei um pouco, engoli umas águinhas e acabei saindo.

Agora, é você quem tem o pezinho coberto de água até a canela, me encarando com olhos de um incentivo quieto.

E o triste é que eu não sei. Se ainda posso jogar o corpo nesse amor.

Afinal, não seria a hesitação uma forma do corpo dizer não? Os pensamentos têm pesado tanto.

E tudo que eu queria era um caminho feito de “sim”, lembra.

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