Wake up call, no meio da noite
Então, tá. Eu nunca gostei de Alberto Caeiro, acho existencialista demais para a minha mania de pessoa que deixa a vida passar enquanto sonha de olhos abertos. Mas, tá aí. Ou, quer dizer, eu tô aqui. E não lá. E tem que lidar com o que se apresenta, deixar de idealizar. A toca do coelho não é uma opção. Não é. E talvez seja hora de dar cabo àquelas idéias todas para o apartamento que me vieram, assim, e logo foram esquecidas, porque seguidas por outros devaneios. Ou, de sentir o que é agora, parar de pensar que talvez não seja no mês que vem e finalmente curtir a mão dele, com os dedos passeando sobre a minha.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Ah, essas conversas mudancionais que pegam a gente. (Porque eu leio como se ele tivesse sentando num banco de jardim, trocando idéia e tentando me passar a sabedoria de quem vê diferente)