De volta
Não, eu não quero que as pessoas realmente morram. Lógico que não. É que tem gente que estressa tanto… é uma reação desproporcionada, mas tão natural. Meio que desejando que essas pessoas pentelhas sumam da minha frente. Que elas sumam do prédio para sempre. Que elas abram o portão da garagem para ele que está esperando. Que elas deixem a esposa visitar o marido em Presidente Bernardes. Esse tipo de coisas, sabe. Claro que são diferentes, mas não me faz sentido vê-las negadas. O mundo seria lindamente tão mais agradável. Puf, num instante.
Mas, enfim, o que irrita mesmo. É saber que tudo isso é pequeno demais. Que o que importa tá protegido. Que chaves de carros podem ser refeitas. Que mães podem ser acalmadas. Que outras tantas coisas absurdas só são. E que logo irei para cama, encontrá-lo, para dormir no abraço. Me irrita porque EU SEI tudo isso. E perco a paciência mesmo assim. Porque, por demorados minutos, deixo aquilo levar o melhor de mim.
Enfim, passou. E é bom passar aqui para desabafar o peito. Tava com saudade.
nada leva o melhor da gente, é só que as vezes dá uma saudade de tudo aquilo que ainda não vimos… traiçoeira saudade…
27.04.10 às 11:41 am